Hoje só coisas essenciais: depilação, fazer as unhas, comprar um vestido de flores grandes com decote em V, tomar chocolate quente com meu filho, assistir Hell Boy II.
Escrito por Mara às 15h47
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Pra galera que curtiu o trabalho de Bernini “O Rapto de Prosepina”, meu isso é MÁRMORE...
Escrito por Mara às 09h52
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Escrito por Mara às 13h44
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Hoje de manhã na minha de arte barroca na Unicamp, logo que entrei me deparei com a seguinte frase de Jacques Kerouac no data-show “Quando mais te aproximas de matéria autêntica, da pedra, do ar, do fogo, mais o mundo resulta espiritual. Toda essa gente que se considera materialista seguramente não sabe nada disso.”
Em seguida o prof. Começou a projetar imagens das obras de Gian Lorenzo Bernini, escultor barroco do séc.VXII. Bem, aquela altura, sonada, eu me perguntava, mas que picas têm a ver o Kerouac com o Barroco? Foi justamente quando comecei a ver, a perceber as obras de Bernini, constatei que eu dava voltas dentro da gaveta. Afinal a representação tem vários níveis de análise porque nos prendermos apenas no nível da sintaxe? Do “real”? Do factual?
Foi aí que comecei a sacar a expressão do artista, a experiência do sensível de todo seu processo poético. A epifania presente nas obras de Bernini também está presente em Kerouac. Em tempos diferentes, com expressões diferentes, mas com o mesmo nível de transgressão, de anima, de movimento fugidio...
Não quero morrer sem ver de perto aquela Sta. Teresa de Hávila levitando em mármore como se fosse pluma, em pleno êxtase.

Escrito por Mara às 21h47
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Cada vez mais me convenço de que a felicidade tá bem no meio do caos. Ali entre a separação do amigo, viroses, depressão da mãe, desemprego de outro amigo, contas a pagar... O poeta simbolista Cruz e Sousa sacava muito disso. Vejam seu Sorriso interior..
O ser que é ser e que jornais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo esse brasão augusto
Do grande amor, da nobre fé tranqüila.
Os abismos carnais da triste argila
Ele os vence sem ânsias e sem custo
Fica sereno num sorriso justo
Enquanto tudo em derredor oscila.
Ondas interiores de grandeza
Dão-lhe essa glória em frente à natureza,
Esse esplendor, todo esse largo eflúvio
O ser que é ser transforma
Tudo em flores...
E para ironizar as próprias dores
Canta por entre as águas do dilúvio.
Escrito por Mara às 08h03
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Cheguei ao filme São Paulo S/A por conta de um seminário numa disciplina de cinema feita no semestre passado na Unicamp. É simplesmente chapante...
Roteiro e direção de Luiz Sergio Person foi produzido em 1965, mas a trama rola entre os anos de 1957-1961 em pleno êxtase da então incipiente indústria automobilística brasileira embalado pelo refrão o sonho acabou, ganhemos dinheiro.
Person era da turma do Cinema Novo, mas como tinha o péssimo hábito de se envolver em trabalhos publicitários, a turma o considerava assim um “vendido ao sistema”. Milongas secentistas à parte, São Paulo S/A é um filme que aborda toda a carga ideológica que gira em torno da questão liberdade x aprisionamento pequeno burguês sem ser clichê. Logo na primeira tomada temos uma clássica discussão de casal dentro de um apartamento classe média, não há som, assistimos a tudo feito voyers, mas logo somos lançados a uma panorâmica polifonicamente estonteante pela São Paulo dos anos 1960.
A câmera é quem narra a história. Ela não é linear, não é piedosa muito menos previsível. A música de Cláudio Petralha dá “voz” a essa câmera. Os claros/escuros da fotografia toda em preto e branco dá toda aquela idéia de movimento em suspensão, fudido...
Bom é tem Darlene Glória no auge da forma, Eva Wilma perfeita, Walmor Chagas estreando no cinema e Otello Zeloni. É daqueles filmes pra ver e rever .
Escrito por Mara às 19h13
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Pois é hora de reabrir a bodega. Pra quê? Pra ver as moscas em volta da lâmpada. Tenho olhado tudo atentamente e por isso tenho ficado quieta no alto de minha nave. Voltei ao teatro. A peça estréia no início do ano que vem, mas estamos na ralação há dois meses. Compreendo total o Romário, jogar é um tesão, mas treinar... é foda! Tô reclamando por força do hábito, o grupo é super de responsa e o exercício vale pra me salvar. Perto da estréia dou mais detalhes por aqui. Evoé!
Escrito por Mara às 16h43
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