
Às vezes vem essa ventania
e me suspende no ar.
Fico assim, peneira do tempo
esperando que outros ventos
me devolvam ao chão...
Escrito por Mara às 21h12
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Por você, meu querido eu não faria nada nem seria necessário nós entornaríamos algumas doses pelo caminho e andaríamos na chuva até um hotel vizinho.
Você com a camisa pendendo pra fora da calça e eu com os sapatos na mão
Assim, sem compromisso sem aquele ranço esquisito de obrigação
A gente acorda toma um pingado trepa num colchão empoeirado e fim simples assim sem grandes remorsos nem pra você e nem pra mim.
Luana Vignon
Escrito por Mara às 15h09
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QUE O FIM DEMORE A CHEGAR MAS SE TEM QUE SER QUE VENHA LOGO
Ao andar pela cozinha, não há nenhum entusiasmo. Os pensamentos são cinzentos ao abrir a geladeira. Olho pela janela e percebo que o mundo descansa. Não há neve lá fora ou terremotos discretos. Não há sequer idéias selvagens. O que há é um profundo conforto na loucura. O que há é o resto do mundo que ainda não descansa nessa noite. O que há é a imagem de horror e beleza de duas garotas se abraçando em um beco escuro depois da última viagem. O que há é um cara esgotado com a admiração que tenho por fúria e poesia. Assim como as duas garotas presenteadas com o sol na cara, o que eu busco não é o juízo final e sim a absolvição.
(Mário Bortolotto)
Escrito por Mara às 21h41
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OS CÃES LADRAM
E A CARROAGEM PASSA . . .
Escrito por Mara às 15h04
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EM ADESÃO A CAMPANHA DE CELIA MUSILLI
"DÊ AS CARAS NO SEU BLOG".
CELIA DOU A CARA A TAPA, MAS NÃO TIRO OS ÓCULOS ESCUROS
NEM SAIO DA REDE . . .
Escrito por Mara às 07h33
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Eu bem que tento
mas dá muita preguiça
essa estória
de cidadã responsável
e vida sem vícios.
Vez por outra,
me bate aquela vontade
de sair por aí
sentindo o vento no rosto,
quebrar uns bares
proferir meia dúzias
de palavras de baixo calão,
cantar breguices etílicas
e dormir em paz...
Escrito por Mara às 21h50
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Escrito por Mara às 21h42
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Peixinho deu três voltas
no aquário
e se matou,
morreu de tédio.
Tinha esgotado
todas as possibilidades
geográficas
de viver.
Renata Machado
Escrito por Mara às 07h43
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