Lado B


    MONIQUE UM CONTO PRODUZIDO POR MEU AMIGO OLIVER MANN NUMA NOITE DE INSÔNIA...

     Esta noite cheguei a metade de um romance sobre prostitutas, cafetões e sobre a mesquinharia da alma humana envolvida no comércio consentido da carne e do lucro barato. Davam-se também a pratica de pequenos furtos, como algumas faziam, em filas de drogarias, em lojas de calçados e departamentos de roupa íntima, quando de acordo com o autor, elas ficavam em dívida. Com o frescor das palavras na cabeça me senti impelido a escrever, não sei bem sobre o quê. Da minha parca experiência em bordéis podia enumerar apenas algumas que foram relativamente bem sucedidas, isto é, o meu dinheiro soube valer por meia hora um showzinho de strip-tease, um copo de Campari com a borda manchada de batom e um gozo espremido, mais sôfrego do que  a luxúria pirotécnica prometida pelo letreiro pisca-pisca da entrada.  Me lembrei de uma curta estada em Ribeirão Preto. De outra em Santos. Uma um pouco mais demorada em Campinas. Sempre em noites abafadas, úmidas, uma garoa persistente que não conseguia mitigar aquela emanação malcheirosa que escapava dos bueiros. Entrava com o coração em descompasso, as mãos suadas, hipersalivação, uma desorientação adolescente que  me deixava servil em relação aos olhares sacanas daquelas mulheres que começavam a aproximação ensaiada em torno da  tão desejada dose de whyski.   



Escrito por Mara às 14h26
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Nenhuma me confortava. A luz negra e o globo dancing days  embalava num transe que se integrava  a uma viagem cheia de promessas, e no entanto as estações dessa viagem escondiam selvas densas e sufocantes, onde se terminava nú, estorquido, com a alma manchada de lodo e clamando perdão a um Deus inflexível e vingativo. Então, de um momento a outro elas se transformavam em figurinhas demoníacas, algumas chupando de nossa boca num beijo francês todo o ar do pulmão e nos deixando naquela apnéia de pânico permanente. Invariavelmente a noite terminava assim. A carteira de dinheiro magra, só os documentos necessários, o anel de casamento preso ao colar no pescoço, o cheiro seminal da conquista amarga de mais um dia relevado as lembranças de uma performance  sofrível, contas a pagar, um estoque de álibis no osso...

Que posso eu dizer? A fraqueza humana. Alguns diriam que sempre foi assim, e não com todos, mas com  boa parcela da humanidade. Adianta-se todo o processo do flerte evitando os clichês surrados daqueles tipos bem-sucedidos, perfumados e atléticos. Afinal, com  ou sem a boca cheia de Colgate o ímpeto de se acelerar contra a carne alheia dá-se sem prorrogações ou meio-termos. A selvagem objetividade do gozo sem a irracionalidade difusa do romance e as

Escrito por Mara às 14h24
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prostitutas que se apressam em descartar os resquícios do coito dentro de uma latrina imunda. Desta selva de galinhas e urubús eu conheço. 

Mas isso são só elucubrações de um cara que se acha no direito de exibir a envergadura de suas feridas numa espádua magra e fácil de se quebrar.  O que pretendo dizer com isso é que sou tão vítima de todo esse circo como o são as putas. Sou servo e garoto de recados, um homem capaz de  traição e perjúrio apenas para que Monique me aceite pela metade, sem esperar disto, desejo pleno seu nenhum.

Então vá-la. Agora a história muda. Monique não faz mais parte do universo do livro que larguei na cabeceira da cama, não desempenhou papel nenhum no meu roteiro de queda e ascenção no inferno das putarias paulistas, nada fez que me permitisse dissertar sobre o encontro de duas almas de encaixe perfeito esperando que fossem seladas pelo destino. O destino não apelou para Monique. Eu a encontrei numa cópia VHS  no balcão de uma vídeolocadora no subúrbio fluminense. No que tange a qualidade da produção prefiro me abster de qualquer comentário. O asco me toma conta rápidamente e minha garganta se fecha, pelo que temo não poder mais continuar esta narrativa.  Monique  fez, da pureza de seu rosto,  o verdadeiro martírio sôfrego dentro de um roteiro bizarro e estúpidamente cruel.  Não vou dizer que não gostei. Minhas mãos suaram e meus olhos se injetaram de fascinação e necessidade de possuir aquele estojo de plástico arranhado e sujo de transpiração e seborréia. Mas ela estava lá. Tão próxima ao exibir as possibilidade de me amar num ato tão incondicional como a um cachorro, tão disponível, tão servil, com  aquela boca emanando aquela bondosa confiança pouco antes daqueles urros guturais e cheios de promiscuidade.

Adelaide entrou com o pedido de separação dois meses depois. Eu já estava além da conta. Não pude evitar que ela descobrisse  Monique escondida  na gaveta de cuecas dentro do guarda-roupa. No começo, com toda a discrição, Monique foi tomando posse de minhas coisas, e depois, nada mais fiz para que Adelaide não soubesse.  Em circunstâncias outras, Adelaide apenas apelaria para a chave do carro, a viagem fora de hora das crianças para a casa dos avós, aquela pausa sem o contrabalanço do lado esquerdo da cama todas as noites. Mas Adelaide foi firme desta vez, enumerando o teor daquilo que eu não queria perceber enquanto empurrava as crianças para o carro.

Com o processo em curso, passei a contar únicamente com o amor de Monique. Com nossos encontros  mais regulares, o invólucro de plástico e molas de metal não precisou mais ser ejetado de dentro do aparelho, pois havia o receio da banda magnética se romper pelas tantas idas e voltas.  A nossa relação tinha que ser forte, porém balizada pelas eventualidades da vida, como qualquer casal interposto pela liqüidez vítrea da tela de televisão. "Se a fita um dia se romper" teorizei,   

Escrito por Mara às 14h23
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"vai ver tem um técnico que possa unir as duas partes por um bom tempo" e logo me consolava: "mas isso nunca há de ocorrer" 

Sobre as mulheres que praticavam pequenos furtos entre  um intercurso e outro, tal como descrito no livro, afirmo em absoluto que não sou melhor que elas. Nunca paguei pela Monique. Tomei-a de empréstimo daquela locadora de subúrbio e aos poucos ela foi se aceitando comigo, como todo início de uma grande estória deve ser. Com o estado miserável de sua carcaça paraguaia era de se admirar que ainda ousassem tirar proveito dela. E depois, se não a esqueceram, teriam que atravessar um estado pro acerto de contas.

O rewind nosso de cada noite e o congelamento catódico das partes genitais repetidamente encenadas, as embalagens vazias de pizza, os frascos de dipirona, a cortina cerrada, o carpete manchado, o cheiro acre de nicotina e pum, o adoecimento paulatino...

E durante uma noite de estertor priápico,  Monique não suportou e se partiu em dois. Da oficina eletrotécnica veio na manhã seguinte a confirmação fatal: "não tem jeito"  insisti "dá pra desmontar o aparelho, limpar o cabeçote, trocar o solenóide" me calei "mas a tua produção caseira, se você não tiver uma cópia, essa já era"

Desfalecido e alquebrado pela perda irreparável, me curvei sobre a sarjeta apoiando a cabeça nos cotovelos. "Monique" chorei "homem nenhum jamais te amou  como eu"  Uma língua de água principiou a correr por baixo de meus pés indo em direção ao bueiro e depois engrossou. O volume alargou o bastante para abraçar um frasco vazio de Yakult que seguiu quietinho para debaixo da terra. Então eu pensei. Pensei em como deve  ser lá do outro lado. Pensei numa segunda chance. Pensei nos mortos e nos vivos. E depois parei de pensar. Antes de me levantar  veio-me num lampejo uma passagem de algum capítulo de Raymond Chandler. Mas decidi que era bobagem. A caminho de casa acendi um cigarro tentando não me esquecer  num mantra repetido Ad Infinitum: "Não te apaixonarás por nenhuma mulher verdadeira..."

 

 



Escrito por Mara às 14h22
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                                                  DEU NO BLOG DO MÁRIO BORTOLOTTO

              

300

O diretor Zach Snyder do ótimo “Madrugada dos Mortos” está dirigindo a adaptação da obra prima de Frank Miller (300 de Esparta). Esse filme promete ser ainda mais fiel que “Sin City”. O Fernando Blues me mandou o endereço do site do filme que já tá no ar. Entre outras, tem entrevista com o Diretor e imagens do filme. Promete.

http://300themovie.com/warnerbros.com


 

 



Escrito por Mara às 14h05
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   PESQUISA DE CÉLIA MUSILLI SOBRE "PRIMEIRO ENCONTRO" VERSÃO MASCULINA

  

Coisas que eles detestam 

 

 - Minha pesquisa revelou o que eu já supunha: a maioria dos homens não curte mulheres que falam tudo no diminutivo. Chamar uma cara de 1,85 de "fofinho" e dizer "boquinha linda" em vez de boca é passaporte para o caos. Pode ser que alguém por aí goste - sabe como é, homens são imprevisíveis. Mas falar corpinho e ...BENZINHO! É o fim...

 

- Não o chamem de "meu amor" no primeiro encontro...Ainda que a temperatura suba, isso é mais falso que nota de 1 dólar...

 

- Também não fiquem lembrando do passado e endeusando um ex. Primeiro encontro não admite passado, só presente...

 

- Não precisa escolher a roupa mais decotada e transparente só pra impressionar. Eles percebem quando a mulher está se oferecendo e nem sempre curtem sair com a cover da Madonna...rss.

Seja sensual, sem ser vulgar. São coisas diferentes.

 

- Não esqueçam meninas: Mulheres não seduzem fazendo caras e bocas. É preciso ter assunto, ser atualizada para não se tornar monossilábica. E procure ser divertida pra não transformar o primeiro encontro numa tortura. É preciso ter atitude para marcar presença e ser uma lembrança boa que vale um segundo, um terceiro encontro. 

 

 

Aviso geral: Tudo o que foi dito não é tão estanque que sirva só para homem ou só para mulher. As águas se misturam. No mais, é ser agradável, não deixar as carências atravessarem o samba, cuidar do corpo e da alma, usar um perfume sutil, ter bom hálito e...saber olhar para o outro. O olhar é a janela por onde entram as paixões...Tenho dito.



Escrito por Mara às 15h33
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                          PESQUISA DE CÉLIA MUSSILLI SOBRE "PRIMEIRO ENCONTRO"

  

Coisas que elas detestam

 

- Homem que chega afoito, que força a barra, que fica "pegando" a mulher sem sentir o momento certo. Se bancarem os afobadinhos, meninos, nada feito. Primeiro criem um clima. Mais do que isso, percebam se você e ela estão a fim da mesma coisa. Se estiverem, beleza! O encontro tem tudo para deslanchar. Com calma...

 

- Tem aqueles tipos que só falam de dinheiro ou da falta dele. Num primeiro encontro, ninguém precisa falar da conta bancária desfiando os prós e contras de ter muita ou nenhuma grana. Pega mal rapaziada. As mulheres querem romance e falar de dólares ou moedinhas garimpadas no fundo da mochila é meio caminho andado...pra desandar.

 

- Mulheres não gostam quando o homem prefere beber suco, depois que elas já pediram cerveja. Ninguém é obrigado a beber, mas uma coisa é básica: ou os dois bebem ou ninguém bebe. Caso contrário, o risco de um ficar soltinho e o outro "travadão" é muito grande. Melhor harmonizar os ânimos.

 

- Homens chegados num copo também são péssimos quando se revelam "cachaceiros" ao primeiro apito do jogo. Nenhuma mulher quer voltar pra casa arrastando um bebum semi-inconsciente ou tentando comprender um cara que fala "zuzu bem!"

 

- Tão ruim quanto o cara que só fala em grana é aquele tipo que quer mostrar conhecimento. Se você é chegado em arte, ótimo. Mas não precisa desfiar toda a filmografia do Truffaut, fazer levantamento dos livros que tem, dar uma aula de arte renascentista para a pobre moça. Ainda que você seja ligado em Allan Ginsberg, conheça  a poesia de Fernando Pessoa e a prosa de Clarice Lispector, segure a onda, brother. No primeiro encontro, tente ser apenas gentil, simpático e ter senso de humor pra driblar algum constrangimento. Para mim, o senso de humor é o primeiro sinal de "vida inteligente" num homem. Mas, pelo amor de Deus, não confundam isso com piadinhas idiotas. Eu, pelo menos, não rio. Nem por educação.

 

- Não precisa dizer que vocês podem andar bem vestidos sem se travestir de Mauricinhos. Isso é péssimo. Basta combinar estilos e cores. Ninguém vai se derreter por um homem com calça marrom e camisa do Corinthians. Também não precisa usar cinto combinando com sapato. Certas frescuras botam uma mulher descolada pra correr, a menos que você seja suficientemente descolado pra usar o que bem entender. Mas vou avisando, estes tipos são raros. Melhor é parecer despojado do que "engomadinho".

Mas evite sair fantasiado de maltrapilho. Até onde sei, as mulheres não sonham em  se atracar com um homeless. Entenderam????

 

 



Escrito por Mara às 15h22
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“O mundo é um refúgio de bandidos e a noite cai. Logo será a hora dos ladrões e assassinos. O mal arrebenta suas correntes e vai pelo mundo como um cão louco...

Então é inevitável. Portanto, sejamos felizes, sejamos generosos, afetuosos e bons. Portanto, isso é necessário e não vergonhoso. Ter prazer no pequeno mundo, boa comida, sorrisos, árvores frutíferas e valsas.”

 

(trecho do filme “Fanny e Alexandre” de Ingmar Bergman)

                                



Escrito por Mara às 13h02
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“Se eu pudesse trincar a terra toda

e sentir-lhe um paladar, seria mais feliz um momento...

Mas eu nem sempre quero ser feliz.

É preciso ser de vez em quando infeliz para poder ser natural

Nem tudo é dias de sol

e a chuva quando falta muito, pede-se.

Por isso tomo a infelicidade com a felicidade

Naturalmente, como quem não estranha que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo na felicidade ou na infelicidade,

sentir como quem olha, pensar como quem anda

e quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,

e que o poente é belo e é bela

a noite que fica...”

                                               (Fernando Pessoa)  

        

  



Escrito por Mara às 20h03
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Teus olhos de fórmica anos 70,

mármore falso.

Tua estante tão ordenada,

cortinas tão brancas...

 A total ausência de poeira urbana

sobre os móveis

chocam meu desacerto .

Vejo você entre lamber minhas coxas

ou me botar porta afora.

Teu corpo continua latejando

a despeito de sua tentativa

de se manter sob controle.

Meu buraco negro se ilumina,

se abre

pra te acomodar,

sem grilhões...

Você a meio passo

de um caminho

sem atalhos...

                               Mara

 



Escrito por Mara às 23h24
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                     ACABA DE SAIR A COYOTE NÚMERO 13. ESSA REVISTA LITERÁRIA É UMA EMPREITADA

                    DA TRUPE: ADEMIR ASSUNÇÃO, RODRIGO GARCIA LOPES, MARCOS LOSNAK E JOCA TERRON.

                   NESSE NÚMERO DESTAQUE PARA O DOSSIÊ PAULO LEMINSKI. PARA MINHA SORTE ESTOU 

                   DE FÉRIAS, VOU PODER LÊ-LA SEM NENHUMA PENTELHAÇÃO. 

 

                       



Escrito por Mara às 21h50
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                    AÍ, PAULO CORRÊA PARA COMEÇAO O ANO...

                  Ela

Se olho aqui prá dentro
só consigo enxergar a ti
Não hesito e me atiro
no fundo
de todos os
fundos de mim
Passo como um estranho
entre minhas vidas passadas
Perseguindo um amor ausente
Uma mulher que perdi
Vulnerável, dentro desse eus
que não sou, perco-me
Até que te encontro:
Vagas de um lado para o outro
sobre meu corpo morto,
entre escombros de saudades
Não choras, rí
da minha absurda ingenuidade
de te querer
Ainda assim desejo
mergulhar meu dedos
nos pelos da tua vagina
e me perder



Escrito por Mara às 15h22
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